Mitologia Grega, Moussaka e céu azul!

Entre mitos, lendas e céu azul, uma viagem à Grécia nos transporta no tempo. Henry Miller escreveu “Na Grécia a gente tem vontade de mergulhar no céu”. É o sentimento que temos ao começar um novo dia neste país, de mar e céu límpidos, que seja no inverno ou verão.

Se a maioria dos turistas considera Atenas apenas como o ponto inicial de um cruzeiro nas ilhas, a cidade, uma das mais antigas do mundo merece uma visita. A capital é parada obrigatória para os amantes de mitologia e lendas.

Si a Deusa Atena deu seu nome à cidade, inúmeros são os deuses que fazem parte integrante da sua história como Poseidon, o Deus do mar. Ele disputou com Atena a cidade sob os olhos de Zeus, o Deus supremo na mitologia grega.

Em suas ruas personagens históricos como Sócrates discutiram filosofia, e mais tarde seu aluno Platão com seu discípulo Aristóteles, entre outros, elaborariam suas teorias influenciando as gerações futuras de estudantes e grandes pensadores.

O apóstolo Paulo pregou o Cristianismo em meio a muitas decepções, entre elas a de um povo que se entregava ao culto de diversas divindades.

Se a cidade não seduz por seu conjunto arquitetônico, são muitos os sítios arqueológicos a serem visitados. Eles sofreram várias modificações, influências, invasões, guerras e pilhagens, mas os gregos nunca perderam sua identidade. Uma visita a Atenas não seria completa sem a troca de guardas do Parlamento, coreografia e uniforme garantem o espetáculo. 

A Acrópole, um conjunto arquitetônico do século V AC onde a Deusa Atena é glorificada no templo do Partenon. O complexo situado em uma colina de 156 metros de altura foi concebido pelos melhores arquitetos e artesãos da época, como o escultor Phidias. Em sua colina nasceram o teatro, a democracia, a liberdade de pensamento e expressão, base em grande maioria das sociedades atuais.

O novo Museu da Acrópole com design moderno e inundado de luz natural completa a visita. Com arquitetura concebida em função das necessidades de conservação do sítio arqueológico encontrado no terreno, a fundação foi executada de acordo com as restrições necessárias para não descaracterizar o sítio. O chão do acesso ao museu como no seu interior é de vidro, nos permitindo apreciar mosaicos e objetos achados no local, assim como restar acessível aos arqueólogos para continuarem suas escavações.

Entre as várias peças originais oriundas da Acrópole, encontram-se 5 das 6 Cariátides (estátua de mulher em uma túnica que substitui uma coluna) do Templo de Erecteion. A sexta está exposta no Museu Britânico em Londres. Uma lenda diz que quando a noite chega as 5 irmãs choram a ausência da sexta.

Descendo a colina entre vários vestígios arqueológicos em meio a jardins, está o quarteirão animado de Plaka. Com certeza um dos lugares mais turísticos da cidade, mas que guardou muito charme em meio às antiguidades, e construções históricas e Bizantinas. Entre elas a casa e o destilador de álcool mais antigo de Atenas, Brettos. Próximo a Plaka, o quarteirão de Anafiotika construído nos moldes da arquitetura das ilhas Cíclades pelos operários que vieram trabalhar na cidade durante sua reconstrução.

Para os epicurianos à busca de prazeres gastronômicos existem várias tabernas centenárias que oferecem uma comida simples, local e muito saborosa como os pratos tradicionais Moussaka, Tzatziki e Souvlaki, entre outros. A influência turca se faz sentir na arquitetura assim como na gastronomia.

O Mercado Central na rua Athinas é uma excelente opção para aprendermos um pouco mais sobre os habitantes e costumes, oferecendo gostos e cheiros variados. Peixes, carnes, especiarias, frutas, legumes, mel, azeitonas em um ambiente animado e exuberante… Pequenos restaurantes preparam pratos simples e locais com ingredientes frescos entre os feirantes.

Após um dia completo de descobertas e conhecimento, nada melhor que um momento de tranquilidade aos pés da Acrópole. Entre o terraço do Hotel Electra, AforAthens e o 360degrees a escolha é difícil, mas a emoção é garantida!

O Templo de Poseidon é perfeito para aqueles que desejam deixar o burburinho da capital por algumas horas. Erguido no Cabo Sunião a 50 km de distância, chamado de a “Ponta Sagrada” servia de local de observação do Mar Egeu para as embarcações que navegavam em direção a Atenas. O que resta do Templo do século V AC são apenas colunas que somadas à beleza do local à beira do mar, é uma paisagem impressionante ao pôr do sol. A lenda diz que Egeu teria pediu a seu filho Teseu, que teria ido combater o Minotauro, para erguer velas brancas em seu retorno, ou velas pretas caso contrário. Teseu sobreviveu ao combate, mas se esqueceu do pedido do pai, e velas pretas foram erguidas. Seu pai achando que o filho teria morrido se suicidou dando o nome ao Mar.

Para amar Atenas nós não devemos unicamente visitá-la, mas sobretudo vivê-la !